
soaria clichê confessar que não existe momento em que não pense em você, eu sei. aconteceria igual ao dizer que antes de convergirmos as coisas apenas pareciam fazer sentido, quando, na verdade, elas dissimulavam como ninguém. e chega a ter tom de piada pensar que ao se ter certeza passo, paradoxalmente, a encontrar desestabilidade. é tudo culpa dessa bagunça que você deixou na minha vida e no meu cabelo. culpa também da imposição da tua ausência. só me resta a tentativa de burlar essa alvoroçada espera adiantando os ponteiros do relógio, mesmo que imaginariamente. quem sabe assim você possa vir esculhambar com tudo outra vez, já que eu me descobri adepta e devota requisitante da tua desordem.